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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como se Concentrar nos Estudos?

Olá, pessoal!
Eu ando meio sumida, eu sei... Minha última semana foi atípica e não tive tempo de alimentar o blog. Mas agora estou de volta e vim com tudo!

Hoje eu trouxe para vocês uma dica de como se concentrar nos estudos. Vejo muita gente no Instagram (já me segue lá? @vermelhinhanamao) reclamando da dificuldade de manter o foco e a concentração nos estudos. Então, resolvi trazer algumas dicas para quem tem essa dificuldade.





1 - Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. "Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente", explica ele.
2 - Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. "Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita", diz o professor.
3 - Faça uma "cola"
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar. 

4 - Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo diaAlém de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize. 

5 - Estude sozinhoO professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende mesmo no estudo solitário. "Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita", diz ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para si mesmo. 

6 - Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidasUm erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para ter um maior numero de aulas - o que realmente vai fazer diferença na prova é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. 

7 - Desligue todos os aparelhos eletrônicos. Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por "dois minutinhos". Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.

8 - Estude em um local organizado e tranquiloO resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça. 

9 - Música? Só em línguas que você não entendaNão é proibido estudar ouvindo música - há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda - isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a matéria.
10 - Use marca-textoUsar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também podem ser úteis. 

11 - Respeite seu tempoSe você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental - e a frequência vai depender do seu ritmo. 

12 - Tenha uma programação organizada, mas seja flexívelUse uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a! Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.
13 - Crie um pequeno ritual antes de estudar
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/13-dicas-se-concentrar-hora-estudos-682308.shtml
Essas orientações são para ajudar na concentração e não na memorização. Quer saber quais métodos são os mais eficazes para ajudar na memorização dos conteúdo estudados? Então, confere aqui.
Bons estudos!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo  publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.




Os resultados são bem surpreendentes, e acredito que muitas das técnicas citadas são super utilizadas pelos estudantes e concurseiros.

Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

Sem esquecer que cada um funciona de uma forma, e nem sempre as técnicas aplicadas são consideradas "leis".


Releitura (utilidade: baixa)

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.


Mnemônicos (utilidade: baixa)

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Grifar (utilidade: baixa)

Prepare-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.




Visualização (utilidade: baixa)

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.

Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.

Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. Segundo o estudo, esta técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação elaborativa (utilidade: moderada)

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-explicação (utilidade: moderada)

A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo intercalado (utilidade: moderada)

O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.



Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.

Prática distribuída (utilidade: alta)

A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).

Pesquisas mostram que o tempo ideal de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.





Fonte: mude.nu/estudo-10-melhores-formas 


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aparando Arestas

E aí, pessoal, como foi essa semana de estudos?

Infelizmente, a minha não foi tão boa quanto eu esperava. Não consegui seguir todo o meu planejamento e isso foi muito frustrante... Percebi, com a ajuda do livro “A Formação do Hábito de Estudo” (já indiquei aqui no blog), que programar como horário de estudo todo e qualquer tempo livre que dispomos é um grande erro. Na hora de montar minha tabela eu não considerei o tempo que perco com coisas “bobas” como alimentação, deslocamento, descanso, etc. Então, meu rendimento da semana foi bem abaixo do que eu esperava. 
E, então, como resolver isso?

Segundo o autor do livro, Fábio Ribeiro Mendes, é necessário colocarmos na tabela todas as atividades que desenvolvemos durante o dia, para que se tenha o retrato mais fiel possível da nossa rotina. Tendo a exata noção de tudo o que fazemos durante o dia (e quanto tempo despendemos em cada atividade), fica mais fácil programar os estudos.

A tabela mais adequada é a dividida de meia em meia hora, com os sete dias da semana. O preenchimento da tabela deve ser feito assim: 1) aulas do colégio/faculdade e trabalho; 2) refeições; 3) outros compromissos (médico, academia, etc.); 4) lazer; 5) deslocamentos e preparação para atividades; 6) descanso e horas de sono; 7) estudo em casa. Essa ordem não significa que algumas atividades são mais importantes que outras, mas sim que algumas dependem de outras para que se realizem. Vejamos como marcar cada uma dessas atividades na tabela:

1 – Aulas e Trabalho
É interessante termos a maior exatidão possível no preenchimento dessas duas atividades. Se houver algum intervalo, é interessante que ele conste separado na tabela, como atividade de descanso e sono.
2 – Refeições
As refeições são atividades simples, mas que tomam um certo tempo do nosso dia. Não subestime a importância de marcar essas atividades na tabela. Ah, e marque também os horários em que costuma fazer lanches. Não precisa ser um horário exato, mas aproximado.


3 – Outros Compromissos
São as atividades que tomam o que seria nosso tempo livre, mas que não são considerados lazer (academia, médico, cursos regulares, cuidar do cachorro, arrumar a casa, etc.).
4 – Lazer
Mesmo com uma rotina cheia de compromissos, precisamos de momentos de lazer. Não confunda lazer com descanso. Lazer pressupõe uma atividade que traz prazer e sem a qual você fica triste, sentindo falta de algo.
5 – Preparação e deslocamento
Nós não percebemos, mas essas duas atividades tomam um tempo valioso do nosso dia. Inclua o tempo que você leva para se deslocar nas atividades fora de casa (ida e volta). Marque também as atividades realizadas com vistas a outras (arrumar-se para sair de casa, preparar o jantar, etc.).
6 – Descanso e Sono
O sono deve ser marcado antes do descanso. Não esqueça que uma boa noite de sono é crucial para manter a concentração durante o dia. Oito horas por dia, em média, são suficientes. Fixe o horário de ir dormir com base no horário que precisa acordar. Por exemplo: alguém que precisa acordar às 8h deve dormir às 00h. Já o descanso são os momentos de pausa em nossas atividades, para “tomar fôlego”.


7 – Estudo em Casa
Por fim, o mais importante! Após marcar todas as tarefas anteriores, teremos alguns espaços em branco na nossa tabela. É ali que devem ser marcados os horários de estudo. Reserve um tempo desses horários também para a preparação do estudo (separar materiais, organizar a mesa de estudos, etc.). Para quem não tem o costume de estudar em casa, o ideal é começar aos poucos: duas sessões de estudo de 1h30 por semana (ou apenas uma sessão de 2h). Independentemente da quantidade de horas reservadas para o estudo, deve-se separar 30 minutos para a preparação dos materiais. Além disso, é aconselhável  que se faça um intervalo de 30 minutos a cada 1h30min ou 2h de estudo.

Comecei a fazer a minha tabela ontem, mas não tenho a imagem para disponibilizar aqui (desenhei ela a mão mesmo). Se fizer ela no computador depois, mostro para vocês.
Isso que transcrevi aqui em cima é um resumo bem raso do que o autor traz no livro. Assim, aconselho a leitura do livro, que trata o assunto de forma aprofundada. De qualquer forma, se algo não tiver ficado claro, é só perguntar nos comentários que responderei com o maior prazer.

Bons estudos!